quinta-feira, novembro 5, 2026
CulturaDestaquesEducação

II Feira Raízes do Brasil – Corpo, vozes e saberes

A II Feira Raízes do Brasil, com o tema “Corpo, Vozes e Saberes”, nasce do compromisso de reconhecer, valorizar e celebrar a diversidade que constitui a identidade do povo brasileiro. Somos resultado de encontros, histórias, resistências e contribuições de diferentes povos e culturas, especialmente dos povos indígenas e africanos, cujas marcas permanecem vivas em nossos corpos, nossas memórias, nossas manifestações culturais, nossos conhecimentos e em tantas outras dimensões da vida brasileira.

Reconhecer nossas raízes é compreender que a história do Brasil não pode ser contada a partir de uma única perspectiva. É preciso dar visibilidade às vozes historicamente silenciadas, reconhecer os saberes ancestrais, valorizar as identidades étnico-raciais e compreender a riqueza cultural que emerge da pluralidade de nossa formação social.

Nesse sentido, a Feira constitui-se como um espaço de expressão, pertencimento e afirmação identitária, no qual as escolas apresentam experiências pedagógicas que dialogam com nossa ancestralidade, promovem o respeito às diferenças e fortalecem uma educação comprometida com a equidade.

Mais do que reconhecer a diversidade, assumimos o compromisso de enfrentar o racismo e suas manifestações, desconstruir preconceitos e superar práticas discriminatórias que ainda atravessam nossas relações sociais e educacionais. Defender uma escola antirracista é compreender que a educação não pode ser neutra diante das desigualdades: ela precisa ser instrumento de transformação, justiça e emancipação.

Por isso, construir uma escola antirracista exige intencionalidade pedagógica, formação permanente, representatividade nos currículos e, sobretudo, o compromisso cotidiano de garantir que todas as crianças, adolescentes e profissionais da educação se reconheçam, sejam respeitados e tenham suas histórias e identidades valorizadas.

A II Feira Raízes do Brasil é, portanto, um convite à reflexão e à celebração, mas também um chamado à responsabilidade coletiva. Que nossos corpos expressem pertencimento, que nossas vozes ecoem histórias e resistências e que nossos saberes mantenham vivas as raízes que sustentam a diversidade do povo brasileiro.

Porque conhecer nossas raízes é reconhecer quem somos. Valorizá-las é afirmar nossa identidade. E educar a partir delas é construir, todos os dias, uma escola verdadeiramente antirracista.

Instagram
WhatsApp